As economias emergentes são chave para o salvamento da Europa

O encontro do G20 na semana passada marcou o fim da tentativa de três anos da zona do euro para se salvar. A união monetária vai ser salva, mas não a partir de dentro. Sua sobrevivência virá pelas mãos do Fundo Monetário Internacional e das economias emergentes.A confusão da zona do euro explodiu, de uma crise regional contornável em 2009 tornou-se uma crise global hoje. A verdade simples é que a Europa foi incapaz de resolver seus problemas.

  •  Por três razões:
  1. É que concordar em como dividir as perdas é sempre difícil, mas praticamente impossivel em um mundo com 17 estados, bancos poderosos, mais de uma instituição europeia com a mesma função, uma opinião pública ressentida e dúzias de partidos políticos, com alguns dos menores tendo a maior capacidade de barganha.
  2.  Razão é o colapso dos processos técnicos, que tem relação com a primeira síndrome.
  3. A terceira razão: os fracassos específicos da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu. Há muitas razões para isso, que vão da liderança desgastada de Jean-Claude Trichet à impraticabilidade do Tratado de Lisboa, ao desprezo da Alemanha e França em relação a Bruxelas [2]. A chegada de Mario Draghi ao comando do BCE será um tônico parcial.
As próximas semanas são cruciais, durante as quais o FMI, o BCE e a comissão [europeia] tem a última chance de responder antes de um derretimento da zona do euro. A nova liderança do FMI tem de longe a maior responsabilidade, de primeiro entre iguais, na definição de um plano abrangente. Os políticos europeus e o resto do G20 fariam muito bem se encorajassem a Grécia a trabalhar com o FMI, a Comissão Europeia e o BCE para resolver as questões críticas ainda não resolvidas. O FMI, por sua vez, precisa ser especialmente sábio para desenhar programas socialmente aceitáveis e economicamente realistas.

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